quinta-feira, 23 de julho de 2026
Anvisa aprova novo medicamento para prevenção do HIV com aplicação semestral
SaúdePor ACEV

Anvisa aprova novo medicamento para prevenção do HIV com aplicação semestral

Nova indicação amplia opções de PrEP para adolescentes e adultos sob risco de infecção pelo HIV-1

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação terapêutica para o medicamento Sunlenca, à base de lenacapavir, que passa a ser utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP) para reduzir o risco de infecção pelo HIV-1 por via sexual. A autorização vale para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos, desde que apresentem teste negativo para HIV antes do início do uso.


O lenacapavir é considerado um antirretroviral inovador por atuar em diferentes etapas do ciclo do HIV-1, impedindo a replicação do vírus. O tratamento combina uma fase inicial com comprimidos orais e, em seguida, injeções subcutâneas administradas apenas duas vezes ao ano, o que representa uma mudança significativa em relação aos esquemas preventivos diários atualmente disponíveis.


A PrEP é uma das principais estratégias de prevenção ao HIV e integra o modelo de prevenção combinada, que envolve testagem regular, uso de preservativos, tratamento antirretroviral, profilaxia pós-exposição e acompanhamento contínuo de populações mais vulneráveis. Em 2025, a Organização Mundial da Saúde já havia incluído o lenacapavir entre as opções recomendadas para PrEP, destacando seu potencial impacto global.


Estudos clínicos apresentados às autoridades sanitárias demonstraram alta eficácia do medicamento, com resultados próximos de 100% na redução de novos casos em determinados grupos e desempenho superior ao da PrEP oral diária em alguns cenários. Além disso, o regime semestral mostrou maior adesão, um dos principais desafios das estratégias preventivas.


Apesar da aprovação regulatória, o medicamento ainda passará por etapas adicionais antes de chegar ao público. O preço máximo precisa ser definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), e a possível incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) dependerá da avaliação da Conitec e do Ministério da Saúde.

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