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OMS alerta para sobrecarga no sistema hospitalar da Venezuela após terremotos
O alerta foi feito nesta terça-feira, 30 de junho, durante coletiva em Genebra.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a rede hospitalar da Venezuela enfrenta uma situação crítica depois dos dois terremotos que atingiram o país na última semana.
De acordo com o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, ao menos três unidades de saúde sofreram danos graves, enquanto outras seis foram afetadas parcialmente ou funcionam com capacidade reduzida. O levantamento inicial avaliou 21 hospitais. Apesar de parte das estruturas continuar em funcionamento, os serviços operam sob forte pressão.
O governo venezuelano informou que 38 hospitais foram impactados pelos tremores em diferentes regiões do país. Entre os principais problemas apontados estão a superlotação, a falta de profissionais, o acúmulo de atendimentos cirúrgicos e a fragilidade nos serviços de identificação de vítimas e acompanhamento de desaparecidos.
A OMS também demonstrou preocupação com o risco de avanço de doenças em áreas atingidas. A circulação de enfermidades como sarampo, dengue, febre amarela e malária pode aumentar diante do deslocamento de famílias, da precariedade sanitária e da sobrecarga nos serviços de saúde.
Outro ponto de atenção é o impacto entre os próprios profissionais da área médica. Segundo os relatos das autoridades, há trabalhadores da saúde entre os desaparecidos, o que agrava ainda mais a capacidade de resposta nos locais mais afetados.
Os terremotos deixaram hospitais danificados, ampliaram a demanda por atendimento emergencial e aprofundaram uma crise já existente no sistema de saúde venezuelano. As organizações humanitárias alertam que a prioridade agora é reforçar o atendimento médico, garantir insumos básicos e evitar novos surtos em meio à população desabrigada.