
EUA interceptam petroleiro com bandeira russa no Atlântico e elevam tensão com Moscou
Navio vinha da Venezuela, estava sob sanções e foi apreendido após semanas de monitoramento em águas internacionais
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (7) que assumiram o controle de um navio-tanque que navegava sob bandeira russa no Atlântico Norte. A operação, conduzida com base em ordem judicial federal, é mais um capítulo da ofensiva de Washington contra o transporte de petróleo ligado à Venezuela, alvo de sanções internacionais.
A embarcação, originalmente chamada Bella 1, vinha sendo monitorada há semanas após tentar evitar o bloqueio imposto ao comércio petrolífero venezuelano. Segundo autoridades norte-americanas, o navio foi interceptado após acompanhamento da Guarda Costeira e da atuação conjunta de órgãos de Defesa, Justiça e Segurança Interna.
Durante a fuga, o petroleiro desligou o sistema de identificação automática, mudou o nome para Marinera e passou a navegar com registro russo enquanto cruzava águas internacionais. Moscou reagiu antes mesmo da apreensão, alegando que o navio operava legalmente sob sua jurisdição e acusando os EUA de violar normas do direito marítimo internacional.
Washington sustenta que a embarcação está sancionada desde 2024 por envolvimento em redes de transporte de petróleo consideradas ilícitas e afirma que o bloqueio a petroleiros vinculados à Venezuela segue válido em qualquer região do mundo. O governo americano também declarou que manterá o controle sobre as exportações de petróleo venezuelano por tempo indeterminado.
A interceptação ocorreu longe do território norte-americano e sem registro de confronto direto, mas especialistas avaliam que o episódio aumenta a tensão diplomática entre Estados Unidos e Rússia e reforça disputas estratégicas envolvendo rotas marítimas e energia.
Foto: Reprodução/Reuters