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Ex-príncipe Andrew é preso no dia do aniversário em investigação ligada ao caso Epstein
Polícia britânica confirma detenção por suspeita de má conduta em cargo público durante período como enviado comercial do Reino Unido
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso na manhã desta quinta-feira (19), dia em que completou 66 anos, no âmbito de uma investigação relacionada ao caso do financista Jeffrey Epstein. A detenção foi confirmada pela Thames Valley Police.
Segundo comunicado oficial, um homem na faixa dos 60 anos, residente em Norfolk, foi preso sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. No Reino Unido, esse tipo de crime pode resultar em prisão perpétua. As autoridades informaram ainda que foram realizadas buscas em endereços nos condados de Norfolk e Berkshire.
A prisão ocorreu após a chegada de viaturas policiais à propriedade Wood Farm, localizada na área de Sandringham, onde o ex-príncipe residia recentemente. De acordo com a polícia, o investigado permanece sob custódia, e o nome não foi oficialmente divulgado, seguindo as diretrizes nacionais britânicas.
As suspeitas estão relacionadas ao período em que Andrew atuou como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, cargo exercido entre 2001 e 2011. Documentos divulgados recentemente indicariam que ele teria compartilhado informações confidenciais com Epstein, incluindo relatórios sobre oportunidades de investimento e viagens oficiais à China, Cingapura e Vietnã.
O caso se soma às acusações anteriores envolvendo o ex-príncipe, entre elas as denúncias feitas por Virginia Giuffre, que o acusou de agressão sexual. Outras mulheres também relataram episódios semelhantes por meio de advogados nos Estados Unidos.
O Ministério Público britânico informou que está em contato com as autoridades policiais para acompanhar o andamento das investigações. Em nota, o chefe assistente de polícia Oliver Wright afirmou que a apuração busca preservar a integridade e a objetividade do processo diante do elevado interesse público.
O irmão do rei Charles III está afastado da vida pública desde que perdeu seus títulos e funções oficiais, após o agravamento das controvérsias relacionadas ao caso Epstein.