quinta-feira, 23 de julho de 2026
Pentágono coloca 1.500 soldados em alerta após ameaças de Trump sobre Minnesota

OCTAVIO JONES/AFP

MundoPor ACEV

Pentágono coloca 1.500 soldados em alerta após ameaças de Trump sobre Minnesota

Preparação militar ocorre em meio a protestos ligados à imigração e à possibilidade de uso da Lei da Insurreição

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos colocou cerca de 1.500 soldados da ativa em estado de prontidão para um possível envio ao estado de Minnesota, em meio ao aumento das tensões provocadas por protestos ligados à política migratória do governo federal. A informação foi confirmada por autoridades ouvidas pela imprensa norte-americana e ocorre após o presidente Donald Trump voltar a mencionar a possibilidade de recorrer à Lei da Insurreição.


As tropas fazem parte da 11ª Divisão Aerotransportada do Exército, unidade baseada no Alasca e treinada para operações em ambientes extremos. Segundo fontes do Pentágono, a decisão faz parte de um planejamento preventivo e não significa, neste momento, uma ordem definitiva de deslocamento.


Em nota, a Casa Branca afirmou que é rotineiro que o Departamento de Defesa esteja preparado para cumprir eventuais determinações do presidente. O Pentágono reforçou que permanece em alerta para qualquer cenário, caso a situação no estado se agrave.


Autoridades locais reagiram com críticas. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, classificou a possível mobilização militar como uma tentativa de intimidação e afirmou que a cidade possui mecanismos próprios para lidar com manifestações. Ele também pediu que os protestos sigam de forma pacífica, evitando uma escalada do conflito.


A Lei da Insurreição, em vigor desde o século XIX, autoriza o presidente a empregar forças militares em território nacional em casos extremos de rebelião ou desordem civil. O uso do dispositivo é raro e considerado um último recurso, adotado apenas quando forças locais não conseguem garantir a ordem.


O clima em Minnesota já vinha tenso desde operações federais de imigração realizadas nos últimos meses, que resultaram em confrontos, feridos e uma morte. O governo estadual autorizou a Guarda Nacional a permanecer em prontidão, enquanto questiona judicialmente a atuação federal, alegando excessos e motivações políticas.

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