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Brasil registra média de 66 desaparecimentos de crianças e adolescentes por dia em 2025
Levantamento nacional aponta mais de 23 mil casos no ano e revela aumento de 8% em relação a 2024
O Brasil encerrou 2025 com 23.919 registros de desaparecimento de crianças e adolescentes, conforme dados enviados pelos estados ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça. O total equivale a uma média de 66 desaparecimentos por dia entre pessoas com menos de 18 anos e representa um crescimento de 8% em comparação com 2024.
De acordo com a legislação brasileira, pessoa desaparecida é todo indivíduo cujo paradeiro é desconhecido, independentemente da causa. Dentro desse universo, a maior parte dos registros envolve meninas: cerca de 61% dos casos são do sexo feminino, enquanto 38% correspondem a meninos. Em uma pequena parcela dos registros, o sexo não foi informado.
Casos recentes ajudam a dimensionar o impacto social do problema. No Maranhão, o desaparecimento de dois irmãos pequenos mobilizou equipes de busca por várias semanas e chamou a atenção para a vulnerabilidade de crianças em áreas urbanas e rurais.
Para auxiliar nas investigações, as autoridades têm recorrido ao protocolo Amber Alert, acionado em situações de risco. O sistema permite a divulgação rápida de informações e imagens de crianças desaparecidas por meio de plataformas digitais, ampliando o alcance das buscas em regiões próximas ao local do desaparecimento.
Os dados também mostram diferenças regionais. Estados como Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá apresentaram as maiores taxas de desaparecimento proporcionalmente à população, reforçando a necessidade de políticas públicas específicas e integração entre órgãos de segurança.
Especialistas destacam que o enfrentamento do problema passa pela prevenção, pela agilidade nas investigações e pelo envolvimento da sociedade, já que as primeiras horas após o desaparecimento são decisivas para a localização das vítimas.